Acolhimento

Olá a tod@s!

Hoje vou comentar um trecho de um longo texto,chamado “o oposto da cultura do estupro é a cultura do acolhimento”.

Você poderá lê-lo na íntegra aqui:

O Oposto da Cultura de Estupro é a Cultura de Acolhimento

O texto é muito interessante e profundo, com vários insights. Pessoalmente ainda estou digerindo as ideias, por isso, vou postar a respeito de um parágrafo que me marcou muito.

“Eu estou lentamente descobrindo um segredo: os homens que conheço que são excepcionalmente acolhedores, amantes, pais, colegas de trabalho, amigos íntimos de seus amigos, que sabem como fazer as pessoas se sentirem seguras, esses homens não tem quase nenhum canal através do qual possam aprender ou compartilhar com outros homens essa habilidade arduamente conquistada. Se tiverem sorte, podem ter um modelo de comportamento em casa, na forma de um pai excepcionalmente acolhedor, mas sem ter esse modelo eles têm de descobrir tudo através de tentativa e erro, ou aprender com mulheres ao invés de homens. Esse conhecimento molda tudo: premissas sobre a significação de demandas, sobre como alguém pode responder a elas, como é sentida a proximidade, como amar sua própria alma, e qual tipo de acolhimento deve de fato acontecer num espaço íntimo.”

Meu modelo paterno está bem longe de acolhedor, e outros modelos masculinos foram ou excluídos ou duramente criticados. Assim, meu processo – vejo isso agora – foi (em grande parte) aprender com mulheres.

Sempre me considerei uma pessoa acolhedora, com facilidade para entender e me sensibilizar com os problemas dos outros, e procurar ajudar toda gente que pude ajudar. Quando refleti sobre este processo, tenho que dizer que fiquei surpreso ao ver que não o aprendi com minha família, pelo menos não com figuras masculinas. Aprendi realmente com tentativa e erro, verdade, mas muito a partir de uma perspectiva feminina, que sempre me cercou.

O artigo me deu esta visão: tenho uma visão de vida mais construída a partir de influências femininas, o que de certo me ajudaram a desenvolver mais minha feminilidade. E uma exposição menor ao mundo masculino, o que me levou a ter uma visão menos masculina. Com todas as consequências disso.

Muito legal o artigo. Se você tiver tempo e energia para ler e analisar, vai curtir 🙂

Beijinho da Selminha

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